Donde vens a estas horas de pálpebras

Donde vens a estas horas de pálpebras
no luar álgido como se não viesses

O vento me traz e me concebeu no teu silêncio
onde o rosmaninho cresce com o corpo

Mãos alvas no interior da noite esquecidas
de tudo o que era dantes só projectadas

As minhas mãos vêm dos mares próximos
do teu rosto irmão de sangue puríssimo

Cantar-te-ei eternamente no violão desta sala
onde o teu rosto começa a florir
Oh linho dos dias espírito solar.

Inédito, Novembro de 1971
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