Novos poemas durienses

10.00

A VIDEIRA

A videira trata-se com o melhor tempo das mãos:
não vá o mosto perder o comboio do sol.
E, quando a boca de março atrai as borboletas,
a videira sabe então que ainda é mulher.

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Descrição

Muito embora a obra deste escritor transmontano-duriense se regionalize em muitos dos seus títulos – Falo-vos da montanha (1958), Os homens cantam a nordeste (1967), Aqui, Douro (1979), de entre outros, a sua bibliografia atribui-lhe um estatuto que ultrapassa as fronteiras nacionais.
Neste seu Novos poemas durienses, o grande poema “A quinta do Sr. Smith” com 23 subtítulos quase que recorda a odisseia desse precioso néctar que é o vinho do Porto, num conjunto poético de unidade e vida próprios e que vão desde “Flutuações”, passando por “Panóias”, “O país vegetal” e “Abril”, para terminar em “O corpo”. “Quem ouve um corpo subterrâneo? Quem o vê / no cofre vagabundo das borboletas?”
Já em obras anteriores o escritor havia transformado a alma e beleza duriense (e o Douro em António Cabral vai muito além dos socalcos dos vinhedos) em quadros onde o óleo é substituído pela palavra que manobra com mestria. 1

Sem perda de ternura, ironia, desenvoltura, modernidade sem afetação e outros valores que fazem merecer a esta escrita maior reconhecimento do que o já alcançado. 2

  1. INOCENTES, Orlando. O Correio do Douro. Valongo (22 abril 1993)
  2. BÉLARD, Francisco. Expresso. Lisboa (1994)

Informação adicional

Peso 99 g
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